De João Viegas a 29 de Novembro de 2007 às 15:35
Caros amigas(os),

Eis um tema muito interessante e que vaticino estará na agenda política do futuro próximo em Portugal. Se me permitirem farei uma análise que abrange tanto o PS como o PSD, porque apesar das diferenças me parece que se deparam com as mesmas dificuldades, até porque são os 2 maiores partidos democráticos portugueses.
Esclareço desde já que o actual de organização política local partidária é caduca, amadora, ineficiente e porventura facilitadora do nefasto caciquismo.
Da sua análise, caro Pracana, permita-me discordar do que considero ser 2 erros que comete:
1- Mistura a ideia de profissionalização com partidarização (ou arregimentarização)
2- Mistura a ideia de embalagem com a de conteúdo – ou seja – faz uma efusão entre forma e substância.
Passo a explicar o meu ponto de vista,

Desde logo importa referir que as actuais secções partidárias funcionam hermeticamente e apenas servem como bunkers para (alguns) militantes desenvolverem as actividades partidárias, de tal forma, que tem sido prática quase generalizada (pelo menos no PS de Oeiras) procurar desenvolver eventos e debates em locais públicos (sair das secções).
Penso que nesta matéria, o PSD Madeira realiza um conceito que projecta o futuro, ou seja, as secções partidárias contêm espaços comerciais tipo café/bar, abertos à população, onde os cidadãos de qualquer força política podem confraternizar diariamente. É este o modelo que penso ser o caminho: os espaços partidários embutidos na sociedade civil e enformados como espaços sociais e culturais, abertos a todos, onde para além da política partidária se respira igualmente o quotidiano social.
Por outro lado, o devir e exigência a que as carreiras profissionais estão hoje sujeitas, aliados ao rigor e exigência técnica, bem como ao peso das estruturas de militância, impelem estes 2 grandes partidos a profissionalizarem os seus serviços administrativos (note bem não os político-partidários!) – o caminho são a profissionalização das convocatórias (nomeadamente através de call centers), as novas tecnologias adstritas as bases de dados e sobretudo à informação (seu processamento e distribuição). O que me transparece do seu post, é que sugere que os cargos políticos passem a ser profissionalizados, quanto a isso estamos de acordo em que seria um grave erro com consequências imprevisíveis para o sistema democrático; de facto defendo apenas a profissionalização das máquinas administrativas.
Por último faço uma referência aos Autarcas – têm os autarcas sido autênticos bodes expiatórios do que vai mal no sistema político – somos vergonhosamente mal pagos (duma maneira geral) e todas as reformas de fundo que têm sido feitas (remunerações, limitação de mandatos) nunca afectam a Assembleia da República – é pena…

Um abraço
Bem hajam
João Viegas
De rui.freitas a 9 de Dezembro de 2007 às 00:56
Caro João Viegas,
Estou absolutamente de acordo consigo (duma maneira geral), no que concerne ao último parágrafo do seu comentário.
Já agora -e por tal -, deixo-lhe aqui um desafio: o seu partido dispõe de uma maioria absoluta, não apenas para aprovar sozinho matérias que afrontam o Povo português. Aprovem novos Estatutos dos Eleitos Locais!
Um abraço amigo.
Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres